sábado, 1 de março de 2014

Bacia do Rio Jaboatão

Por James Davidson




A bacia do Rio Jaboatão está localizada no Estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil, abrangendo uma área de 413 km², entre as coordenadas 8°00’ e 8°14’ de latitude sul e 34°50’ e 35°15’ de longitude oeste. Drena os municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, São Lourenço da Mata, Cabo de Santo Agostinho e Vitória de Santo Antão, sendo uma das bacias mais importantes do Grande Recife.

Rio Jaboatão na altura da Usina Bulhões
 
Rio Jaboatão no Engenho Jaboatãozinho


Junto com as bacias dos rios Tejipió, Pirapama, Massangana e Jordão, ela é classificada como sendo do Grupo GL2 (Grupo de pequenos rios litorâneos) pela CPRH (Companhia Pernambucana de Recursos Hídricos). A temperatura média anual da bacia é de 24°C e a média das precipitações são sempre acima de 1500mm anuais. O clima é do tipo ams’, segundo a classificação de Köeppen. O período de chuvas desenvolve-se entre os meses de março e agosto.

Rio Jaboatão em trecho da Cidade do Moreno

Rio Mussaíba, afluente do Jaboatão
O Rio Jaboatão é o rio principal da bacia, possuindo 75 Km de comprimento e desembocando no Oceano Atlântico. Sua foz encontra-se na Praia de Barra de Jangadas, em Jaboatão dos Guararapes, e sua nascente encontra-se em terras do Engenho Pacas e Arandú de Cima, em Vitória de Santo Antão. Seus principais afluentes são os rios Duas Unas, Mussaíba, Manassu, Muribequinha, Suassuna, Laranjeiras, Caiongo, Contra-açude, Carnijó, Una, Xixaim, entre outros.

Cachoeira no Riacho Manassú, afluente do Jaboatão
Início do baixo Curso do Rio Jaboatão - Bairro de Marcos Freire
 
A Bacia hidrográfica do Rio Jaboatão é de grande importância para a RMR, pois além de possuir expressiva área de abrangência nesta, contribui significativamente para o abastecimento da região. Para isso, possui diversas represas e açudes em seus afluentes com captação pela COMPESA, destacando-se a Represa de Duas Unas, 4° maior da RMR em atividade.

Trecho do Rio Jaboatão entre os municípios do Moreno e do Jaboatão

Porém, apesar de sua importância, a bacia do Rio Jaboatão vem sofrendo inúmeros impactos ambientais que vem prejudicando a fauna, flora e a qualidade da vida das pessoas da região. Entre estes impactos, destaca-se o despejo de resíduos industriais os mais diversos nos rios, os dejetos residenciais sem tratamento nos cursos d’água, o desmatamento desenfreado, o despejo de lixo e a ocupação irregular das margens fluviais, entre outros. Tudo isso contribui para que o Rio Jaboatão seja um dos rios mais poluídos e degradados do Estado de Pernambuco.

Contaminação do Rio Jaboatão em Jaboatão Centro

Atividade impactante nas margens do Rio Duas Unas

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Blogs Geográficos

Por James Davidson

A fim de dar apoio aos professores de Geografia do município do Moreno, selecionei uma lista de páginas com propostas de atividades a serem realizadas em sala de aula. São atividades em geral atrativas para o aluno e de fácil aplicação pelo professor em sala. Confira abaixo essa lista:

Blog Geoprofessora
http://geoprofessora.blogspot.com.br/

Diretoria de Ensino Fundamental - Geografia
http://fundamentalgeosv.blogspot.com.br/

Blog Geocriativo
http://geocriativo.blogspot.com.br/

Geointernautas
http://geointernautas.blogspot.com.br/

Panorama Geográfico
http://panoramageografico.blogspot.com.br/

Coelho da Cartola
http://coelhodacartola.blogspot.com.br/

Geografia Hoje
http://geografianovest.blogspot.com.br/

Estudando Xeografia
http://estudandoxeografia.blogspot.com.br/

Geografia Nossa
http://geografianossa.blogspot.com.br/

Clube da Geografia
http://geointocaveis.blogspot.com.br/

A Nossa Geografia
http://anossageografia.blogspot.com.br/

Linguagem Geográfica
http://linguagemgeografica.blogspot.com.br/

Mapas para Colorir
http://www.mapasparacolorir.com.br/

SuperGeografia
http://supergeografia.blogspot.com.br/

Geografia para todos
http://andergeo2012.blogspot.com.br/

Sala de Aula
http://jaorisa2013.blogspot.com.br/

Geografando
http://f1colombo-geografando.blogspot.com.br/

Geografalando
http://geografalando.blogspot.com.br/

Geografia física online
http://geografiafisicaonline.blogspot.com.br/

Só Geografia
http://www.sogeografia.com.br/

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O Ponto mais alto do município do Moreno

Por James Davidson

Morro da Pedra Pelada

O relevo do município do Moreno é, de uma forma geral, bastante movimentado. Desenvolvido sobre rochas cristalinas, o território morenense é todo constituídos por outeiros, colinas e morros, com altitudes que variam entre 50 até quase 400 metros. Dentre estes, algumas elevações ganham destaque na paisagem, inclusive na cidade, onde alguns altos alcançam mais de 100 metros, podendo inclusive avistar as cidades vizinhas. No caso da Serra da Mata da Onça, por exemplo, é possível avistar até o Oceano Atlântico.

Vista da Pedra Pelada

Mas a definição de qual dos morros do município era o mais alto parecia constituir uma grande indefinição. Em seu Guia Histórico, Cultural e Informativo do Moreno, o jornalista João Carneiro da Cunha afirma que "o ponto culminante é a Serra onde foi implantada a Torre da Embratel, no Povoado de Buscaú". Referia-se ao morro situado no Engenho Buscaú que ainda hoje mantém as torres da Embratel. Porém outras fontes afirmam que a Pedra Pelada ou Selada, também em Buscaú, era o ponto mais alto, enquanto alguns afirmam que é a Pedra Corre-Moleque no Engenho Seva.

Morro da Mata da Onça em Moreno

Morro das Torres de Buscaú

Com base numa carta topográfica na escala de 1: 25.000 cm obtida na Sudene, foi possível verificar que as seguintes altitudes para os referidos morros: 370 metros para o Morro das torres de Buscaú; 386 metros para a Pedra Corre-Moleque; 371 metros para a Pedra Pelada; e ainda entraria na disputa a chamada "Chã dos Coqueiros, no Engenho Bela Vista, com 378 metros. Assim, segundo a carta, teríamos a Pedra Corre Moleque como o ponto mais alto, Chã dos Coqueiros em segundo, Pedra Pelada em terceiro e o Morro das Torres amargaria apenas a quarta colocação.

Pedra Corre-Moleque - Engenho Seva

Porém, quem visita a região percebe que aparentemente não é bem assim. O problema é que a diferença de altitude entre essas elevações é de apenas poucos metros e a maioria dos valores disponíveis na carta são apenas aproximações, não constituindo medições exatas. Assim, a margem de erro nesse caso é significativa. O ideal seria visitar todos esses pontos com mais de um altímetro e GPS para poder determinar qual o mais alto. As dificuldades de acesso aos locais e aos equipamentos, porém, dificultam por enquanto esta avaliação.

Ponto mais alto da Pedra Pelada


Estivemos porém, naquele que realmente indica ser o ponto mais alto do município do Moreno. A Pedra Pelada ou Pedra Selada, como também é conhecida, claramente se apresenta mais alta que as demais elevações citadas quando observada de diversos pontos do município. E a visita ao local, in loco, só fez confirmar essa suposição, pois mesmo a Pedra Corre-Moleque aparenta estar em nível mais baixo, assim como as demais elevações citadas. A altitude medida com um GPS foi calculada em 384 metros.

Vista da Pedra Pelada

A paisagem no local apresenta-se fascinante. Constituída por dois morros contíguos, a visão da Pedra Pelada é de admirar a qualquer visitante. O primeiro faz jus ao nome de Pedra Pelada pois constitui uma grande rocha cristalina desnuda donde é possível avistar grande parte do município do Moreno e terras dos municípios vizinhos tais como Recife, Jaboatão, São Lourenço da Mata, Vitória de Santo Antão, Cabo de Santo Agostinho, Escada e Ipojuca, inclusive o Porto de Suape. O segundo morro, mais elevado, é coberto de Mata Atlântica, destacando-se uma única árvore sobressaindo-se das demais. Por conta da densa vegetação, dele nada é possível avistar da paisagem ao redor.

Vista da Pedra Pelada

Vista da Pedra Pelada

A riqueza da flora da Pedra Pelada é outro ponto de destaque. A Mata Atlântica ainda resiste em alguns pontos, principalmente no cume principal, mas está ameaçada pelos avanços dos canaviais. Sobre a rocha, prevalecem as bromélias, arbustos, cactáceas e outras espécies nativas da região. Há também o cultivo de eucaliptos no entorno.

Pedra Pelada com vegetação nativa

A Pedra Pelada é mais um recanto do município que os morenenses precisam conhecer!

Espécie de bromélia nativa

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ferrovias de Usinas em Jaboatão e Moreno

Por James Davidson

Maria Catita

O município do Jaboatão dos Guararapes e Moreno já possuíram, cada um, mais de 40 engenhos de cana-de-açúcar, cada um com sua fábrica e produção própria. Porém, no final do século XIX iniciou-se um processo de modernização da produção açucareira, através da criação das usinas e dos engenhos centrais. A usina consistia num processo de produção mais moderno, em escala industrial, que demandava uma quantidade de matéria-prima muito maior que o simples engenho. Assim, os engenhos que não se transformaram em usina, acabaram virando apenas fornecedores de cana, ficando de "fogo morto". Este processo de transformação da produção açucareira não foi uniforme em todas as regiões, mas até a metade do século XX, todos os engenhos do Vale do Jaboatão já estavam na dependência de alguma usina.

Ruínas da Usina Jaboatão

Para atender a demanda por mais matéria-prima, ou seja, por mais cana-de-açúcar, a usinas adotaram inicialmente o transporte ferroviário como alternativa mais viável e econômica. Assim, ainda no final do século XIX, iniciou-se a construção de ferrovias ligando as usinas aos vários engenhos que forneciam cana. As três usinas que se instalaram em Jaboatão tinham seus ramais ferroviários que as ligavam aos engenhos de sua área de influência, e que também se comunicavam com as ferrovias públicas estatais. Vejamos cada uma delas.

Município do Jaboatão - Enciclopédia dos Municípios/IBGE

A Usina Muribeca foi uma das primeiras usinas a ser criada no Estado de Pernambuco. Situada em terras do Engenho Recreio, funcionou até 1965, quando abriu falência. Suas terras foram loteadas e hoje formam diversos bairros da área de Muribeca. Pertenciam a esta usina os engenhos Guararapes, Recreio, Conceição e São Severino, além de arrendar safras de vários outros engenhos vizinhos. Possuía dois ramais ferroviários. O primeiro partia da Usina e seguia por 4 quilômetros em direção leste até o Engenho Guararapes, enquanto o segundo seguia em direção contrária, no rumo oeste partindo da mesma usina e atravessando os engenhos Recreio, Conceição e São Severino, para depois se unir à ferrovia da Usina Jaboatão. Parece ter existido também, além destes, dois outros ramais ferroviários dos quais um seguia em direção sul, atravessando o Rio Jaboatão e passando pelo Engenho São Bartolomeu, seguindo até as pedreiras de Comportas. O outro seguia em direção oeste, pelo vale do Rio Muribeca, unindo os engenhos Muribequinha, Capelinha, Salgadinho e Camarço.

Município do Moreno - Enciclopédia dos Municípios/IBGE

A ferrovia da Usina Jaboatão era ligada com a Estrada de Ferro Central de Pernambuco, no ponto conhecido como "Estrela", em Jaboatão Centro, na antiga Praça dos Caçadores. Seguia daí pela rua Câmara Lima (Beco da Colônia) até a sede da Usina Jaboatão, onde se bifurcava em dois ramais. O primeiro descia pelo Riacho Suassuna até se encontrar com a ferrovia vinda da Usina Jaboatão. O segunda subia o mesmo riacho em direção aos Engenhos Palmeiras e Macujé. Antes, porém, formava um novo ramal ,na altura da Colônia Salesiana, que seguia em direção ao sul e que veio a ser o principal tronco ferroviário da Usina Jaboatão. Este ramal ferroviário seguia até o Engenho Penanduba, onde tomava o rumo oeste atravessando os engenhos Camarço e Secupema. Penetrava no município do Moreno em terras do Engenho Canzanza, seguindo daí em diante pelos engenhos Caraúna e Gameleira até chegar no Engenho Javunda, num percurso com mais de 16 quilômetros! Do Engenho Javunda saía ainda um pequeno ramal ao norte até a metade do caminho para o Engenho Pereiras, e outro ao sul que se comunicava com a ferrovia vinda da Usina Bom Jesus, no Engenho Cumarú.

Município de São Lourenço da Mata -  Enciclopédia dos Municípios/IBGE

Já o domínio canavieiro da Usina Bulhões eram mais ao norte, penetrando no território de São Lourenço da Mata e chegando até o Povoado de Matriz da Luz. Seu início era na Estrada de Ferro Central, diante da Usina, em Jaboatão Centro, seguindo em direção norte pelo vale do Rio Duas Unas até a sede do Engenho Camassary, onde tomava o rumo oeste pelo vale do mesmo rio. No encontro dos rios Duas Unas e Pixaó, a ferrovia da usina Bulhões se bifurcava. O primeiro ramal continuava pelo Vale do Rio Duas Unas passando pelos engenhos Pocinho e Una, onde aparentemente terminava neste último (talvez prosseguisse até o Engenho Pacoval). O segundo ramal seguia pelo Vale do Rio Pixaó em direção noroeste até o Engenho do Mato, onde novamente se bifurcava em dois sub-ramais. O primeiro seguia ao norte pelo Engenho Curupaity e terminava no Povoado de Matriz da Luz. Já o segundo prosseguia pelo Vale do Rio Pixaó até o engenho homônimo, onde tomava o rumo oeste, seguindo até a nascente do rio. Atravessava o divisor de águas entre o Pixaó e o Várzea do Una, e seguia por mais sete quilômetros atravessando os engenhos Covas, Araújo, Poço Dantas e Várzea do Una, onde terminava. Em sua maior extensão, a ferrovia da Usina Bulhões alcançava até cerca de 20 km de extensão.

Usina Bulhões - Hoje Falida

Penetrava ainda no município do Moreno a ferrovia vinda da Usina Bom Jesus, sediada no município do Cabo. Subindo o Vale do Rio Gurjaú, atravessava os engenhos São Braz, Monte, Jacobina e Coimbras, sempre na margem do Rio Gurjaú que pertence ao município do Cabo, para daí ir aos Engenhos Gurjaú de Baixo e de Cima, já em território morenense. Neste último engenho, a ferrovia se bifurcava, indo um ramal para o Engenho Cumarú, onde se encontrava com o ramal vindo da Usina Jaboatão. O outro ramal seguia em direção ao Engenho Novo da Conceição, vindo a terminar em Cajabussu. No Engenho Novo saía ainda um pequeno ramal por um riacho até a localidade conhecida como "Os quadros".

Vista aérea da Usina Jaboatão

Como é possível perceber, estas ferrovias ligavam quase todos os engenhos e era possível percorrer grandes distâncias de um município a outro. Facilitava não só o transporte da cana, mas também dos moradores dos engenhos que se beneficiavam das ferrovias para ir ao trabalho e para a cidade. Muitos utilizavam "trollers" para se locomover, o que às vezes causavam acidentes. Todo o vale dos rios Duas Unas, Gurjaú e Muribeca estavam conectados e podía-se ir de Muribeca a Matriz da Luz sem grande problemas. Hoje, porém, nenhuma dessas linhas mais existem e os trilhos foram todos arrancados e/ou roubados. É possível encontrar, às vezes, um ou outro trecho e alguns trilhos constituem colunas de algumas casas de moradores e há, ainda, uma pequena locomotiva parada na Usina Bulhões. Mas o que levou ao desaparecimento dessas ferroviais?

Ruínas da Usina Muribeca

O mesmo processo que se verificou com as ferrovias públicas parece ter ocorrido com as ferrovias privadas das usinas: o favorecimento do transporte rodoviário em detrimento do ferroviário, a partir das décadas de 60 e 70. Algumas ferrovias foram destruídas logo após o fechamento da usina, como foi o caso da Usina Muribeca, mas nos demais casos, mesmo com o prosseguimento das atividades, os trilhos foram arrancados em meados da década de 80, simplesmente porque os caminhões passaram a ser preferência para o transporte da cana. Com isso, o que seria no futuro uma grande oportunidade de transporte alternativo de passageiros simplesmente desapareceu!

Locomotiva na Usina Bulhões

domingo, 29 de setembro de 2013

Casa-grande de Engenhos em Moreno

Por James Davidson


O termo casa-grande, como é conhecido hoje, refere-se à moradia do senhor de engenho. Junto com a capela, senzala e fábrica, constituía um dos edifícios base da estrutura de um engenho de cana-de-açúcar. Mas nem sempre as casas de engenho eram chamadas assim. Ao se consultar documentos antigos percebe-se que eram mais comuns os termos "casa de vivenda", "casa de morada", "sobrado", entre outros. Parece que o termo casa-grande só foi consagrado mesmo após a publicação do livro clássico "Casa-grande e Senzala" de Gilberto Freyre, tornando-se a expressão conhecida e popularizada. Além disso, o termo casa-grande não era de uso estrito da zona canavieira, pois aparece também no agreste e no sertão, para denominar também a principal residência de uma fazenda.

Como demonstra Geraldo Gomes, autor de Engenho e Arquitetura, o mais profundo estudo sobre o tema em Pernambuco até hoje feito, nem sempre as casas-grandes eram grandes casas. Além de existirem grandes casas senhoriais, também existiam as modestas e simples casas-grandes, mostrando que nem todos os donos de engenhos eram ricos e poderosos como o senso comum nos faz crer. É importante destacar a grande variedade de tipos existentes e que nem sempre as casa que chegaram até hoje são as originais.


No caso do município do Moreno, muitos dos seus 44 engenhos ainda conservam sua casa-grande. Entre os engenhos que não as possuem mais podem ser citados os engenhos Canzanza, Mato-grosso, Timbó, Serraria, Pacoval, Bom Dia, Quiaombo, Brejo, ente outros. Alguns conservam um edificação bastante descaracterizada com modificações significativas como as casas dos engenhos Catende e Caraúna, e outras são relativamente recentes como as dos engenhos Gurjaú de Baixo e Buscaú. Outras, porém, constituem belíssimos exemplares da Arquitetura de Engenho como as casas dos engenhos Morenos, Pintos e Novo da Conceição. Vejamos algumas delas:

Casa-grande do Engenho Catende

Casa-grande do Engenho Carnijó

Casa-grande do Engenho Gurjaú de Cima

Casa-grande de Gurjaú de Baixo

Casa-grande do Engenho Buscaú

Casa-grande do Engenho Floresta

Casa-grande do Engenho Queimadas

Casa-grande do Engenho Pintos

Casa-grande do Engenho Pereiras

Casa-grande do Engenho Jaboatão
Casa-grande do Engenho Javunda

Casa-grande do Engenho Jussara

Casa-grande do Engenho Pocinho

Casa-grande do Engenho Una
Casa-grande do Engenho Morenos

domingo, 30 de junho de 2013

Filme Engenhos e Usinas - Humberto Mauro

Por James Davidson

video


Pesquisando na Internet encontrei uma das obras primas do cineasta Humberto Mauro - o filme Engenhos e Usinas. Mineiro, Humberto foi um dos grandes cineastas do Brasil de meados do século XX e que nos legou muitas obras sobre a cultura popular brasileira que valem apena conhecer. Engenhos e Usinas é um filme que retrata a substituição dos engenhos primitivos, chamados de banguês, pelas usinas modernas. Este fato ocasionou o desaparecimento do engenhos tradicionais que ficaram de "fogo morto". Como a região do Vale do Jaboatão era tradicionalmente repleta de engenhos, o mesmo fenômeno aconteceu e hoje os engenhos só conservam os nomes, remetendo sua cana para as usinas. Assim, perdeu-se muito tanto em termos de cultura material, pois a maioria das fábrica e moendas foram destruídas, como imaterial, pois até mesmo as tradições como as festas da botada (início da moagem) e cantigas antigas foram sendo esquecidas. No município de Moreno, por exemplo, apesar da maioria dos antigos engenhos preservarem seus nomes, existem apenas uma roda d'água, que é a do Engenho Seva. Até pouco tempo atrás existia a Roda d'água do Engenho Jaboatão (Jaboatãozinho). Porém, foi levada para um ferro-velho e destruída por moradores locais. Sem falar na expulsão dos moradores do engenho por parte das usinas ou a completa destruição do engenho e seus edifícios (casa-grande, senzala, fábrica e capela). Assim, o patrimônio vai se perdendo pelos interesses individuais ou em nome do "progresso"!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Lançamento do Livro Memórias Destruídas

Por James Davidson

Finalmente depois de 3 anos de espera ocorrerá o lançamento do meu livro Memórias Destruídas. O livro que fala sobre a história da destruição do Patrimônio de Jaboatão dos Guararapes será lançado no dia 12 de Janeiro de 2013 na sede da Casa da Cultura de Jaboatão. Venho através desta postagem convidar a todos os leitores e amigos do Blog a participar da Festa de Lançamento. O evento contará com a exposição de banner sobre o Patrimônio de Jaboatão dos Guararapes assim como a exibição de um Pequeno Curta Metragem sobre o assunto. Vejam abaixo uma prévia do vídeo:


Em breve estarei divulgando mais informações sobre o evento!